Toda mãe tem uma história que merece ser contada. Que tal eternizar a trajetória, os ensinamentos e o amor da sua mãe (ou daquela figura materna especial) em um livro?
A Editora Livro Alternativo convida você para participar da nossa nova coletânea colaborativa.

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- Como funciona: Você escreve um texto de homenagem ou relato biográfico e participa da obra física.
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- O que você recebe: 02 exemplares do livro.
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- Investimento: R$ 150,00 (valor único)*.
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- Prazo para entrega do texto: até 31 de Maio.
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- Lançamento previsto: Julho de 2026.
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- Não deixe essa memória se apagar. Transforme afeto em literatura!
*até 2 páginas, (podendo variar de acordo com a quantidade de páginas).

Toda mãe guarda em si uma história que merece ser eterna.
Queremos transformar suas memórias, lições e o amor pela sua mãe (ou figura materna) em literatura. Um livro profissional, com sua foto e seu texto, para ser guardado por gerações.
Vilma – 11 99543-5703 (organizadora)
A Editora Livro Alternativo torna pública a chamada para autores interessados em compor a obra coletiva “Mães que Inspiram“, que será publicada em Julho de 2026. Este projeto visa celebrar a memória e a trajetória de figuras maternas através da literatura.
1. Da Participação e Inscrição
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- As inscrições estão abertas a qualquer interessado, mediante o envio do texto e comprovação de pagamento.
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- Prazo Final: Prorrogado para 10 de Junho de 2026.
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- O autor deve enviar: o texto revisado, uma foto em alta resolução da homenageada e o comprovante de pagamento.
2. Planos de Participação e Investimento
O autor poderá escolher o espaço destinado à sua homenagem no livro, conforme a tabela de investimento abaixo:O que guardo de Dona Neguinha é algo comparável à imensidão. Uma mistura de bondade, altruísmo, mansidão e uma fé inabalável dedicada à família. Ainda hoje, não consigo entender como tanta grandeza cabia naquele minúsculo corpo, magro e sofrido, que atravessou a vida cuidando dos filhos. E olha que foram muitos.
Minha mãe não caberia no mundo de agora. Penso que ela estranharia essa correria, esse distanciamento e os embates que acomodam nossa existência nas redes sociais. Ela não sabia ler, mas apostou alto que eu saberia; tinha aquela certeza absoluta, uma espécie de onisciência que dizem pertencer aos deuses.
Passados os anos, ainda sinto o brilho do seu sorriso, vejo seus vestidos alegres e suas sandálias rasteirinhas. Estava sempre asseada e cheirosa, devotando um cuidado quase ritualístico aos longos cabelos pretos.
Com certeza, uma divindade. No lugar de onde vim, a figura da mãe tem esse aspecto intocável. Para resolver qualquer contenda, bastava riscar um traço no chão e desafiar: “Aqui é a sua mãe”. Pronto. Encostar o pé na linha era o estopim para a briga. Para agredir alguém, não era preciso muito; ao ouvir qualquer apelido ou provocação, bastava berrar: “Sua mãe!”.
Ser mãe trazia implícita uma aura de pureza. Para que você, leitor ou leitora, tenha uma noção: eu só fui perceber que tinha nome próprio quando já chegava à adolescência. Exageros à parte, eu sempre fui, antes de tudo, o “menino de Neguinha”.
— Quem é esse rapazinho? — E não é o menino de Neguinha?!
E assim era, e assim fui. E ainda sou, acredito. Não importava para onde eu fosse naquela pequena cidade, toda a minha existência estava ancorada no fato de eu ser o filho dela. Isso não se restringia a mim: meu pai, por exemplo, era o “Raimundo de Neguinha”. Nosso mundo inteiro orbitava ao redor dela.
Quando dizem que sou ateu, é porque não sabem que a divindade que eu adorava — aquela que me dava tudo, que cuidava de mim de fato — não está mais entre nós. Ela não virou “estrelinha” e nem habita um céu qualquer por merecimento ou dogma. Ela está em mim, nas filhas, nos netos, bisnetos e tataranetos. Ela continua comigo em cada café que tomo, em cada febre, em cada sucesso ou desvario.
Como alguém sem diplomas ou bancos escolares sabia tanto do mundo e da vida? Às vezes, sua doçura residia na própria inocência. Lembro que ela não acreditava que a Terra girava em torno do sol, mas ria muito quando ouvia a explicação. Era um riso divertido, genuíno, jamais de deboche.
Cresci ali, sob a barra de sua saia, com os cuidados extremos de quem é filho único em meio a uma dezena de irmãs. Por ser o filho da “deusa”, tive o mundo aos meus pés, e não importava o que eu me tornasse: eu seria sempre o seu devoto. Quando saí de casa, ela chorou — e não foi pouco. Sabia que era o melhor para mim, mas temia perder o acesso ao seu menino, aquele que ela criou para ganhar o mundo. Com o tempo, ela viu florescer tudo o que projetara. Sorria satisfeita ao saber que o filho crescera e que voltava, ano após ano, para contar histórias e cuidar dela. Pois ela era feita de cuidar. “Mamãe” — ela dizia que adorava ouvir isso de mim. Sentia-se completa. Talvez as deusas se contentem com pouco quando sua única missão é doar-se.
O tempo, essa fábrica de infelicidades, levou a saúde e a memória de Dona Neguinha. Por anos, muitos diziam — e eu queria acreditar — que ela nunca esqueceu a minha voz, nem a de Raimundo Preto, seu marido de uma vida inteira. Na sua “caduquice”, ela ainda brincava com seu menino, tangia gado imaginário ou enxotava as galinhas da cozinha, arrancando-nos risos em meio à saudade antecipada.
Acamada por quase uma década devido a uma queda, ela viu o mundo passar sem deixar vestígios. Como uma boa árvore, quando foi devolvida à terra, seus frutos já haviam germinado e espalhado novas sementes.
Diante da minha descrença declarada, foi Dona Neguinha quem, no auge de sua fé, me permitiu ser livre — uma liberdade que ela não teve ou que, talvez, nem soubesse que existia. Ela me deu tudo. E apesar dos meus defeitos, não importa por onde eu passe, sempre que me virem com uma xícara de café na mão, saibam: é ali que me reencontro com o que sou e sempre serei.
O menino de Neguinha.
| Espaço no Livro | caracteres/aproximadamente | Valor do Investimento | Contrapartida (Exemplares) | |
|---|---|---|---|---|
| 02 Páginas | 2.600 a 3000 caracteres | R$ 150,00 | 02 exemplares | |
| 04 Páginas | 7.800 caracteres aproximadamente | R$ 250,00 | 03 exemplares | |
| 06 Páginas | 21.000 caracteres aproximadamente | R$ 350,00 |
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3. Entrega e Retirada dos Livros
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- Os exemplares inclusos na cota de participação deverão ser retirados obrigatoriamente no dia do evento de lançamento (previsão: agosto/2026).
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- Caso o autor não possa comparecer ao lançamento, o envio dos livros será feito via Correios ou transportadora, sendo que todas as taxas de envio e manuseio correrão por conta do autor.
4. Especificações Técnicas
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- Gênero: Relato biográfico, crônica, carta ou poema.
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- Imagens: A foto deve estar em alta resolução (mínimo de 300 DPI) para garantir a qualidade da impressão.
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- Direitos: O autor mantém os direitos intelectuais sobre seu texto, cedendo à Editora apenas o direito de publicação nesta coletânea.
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